Archive | outubro, 2010

Desfile do curso Superior Tec. de Moda e Design da Universidade Paulista(Unip)

25 out

Desfile do curso Superior Tec. de Moda e Design da Universidade Paulista.

O desfile apresentará trabalhos dos alunos do curso Superior Tec. De moda e Design  da Universidade Paulista UNIP , temas como os  elaborados pelos alunos do 1º e 2º semestres: trajes das décadas de 20 a 90,apresentando uma releitura para os dias atuais.

 Os alunos do 3º e 4º semestre  apresentaram looks com os mais variados temas, desde Star Wars, Augusta Alta, África, México, Baladas ,etc.

 Dentro do evento ocorrerá também a Exposição de fotos e trabalhos dos alunos nas disciplinas de: Modelagem e Laboratório de Criação.

Data:29/10/2010

 Endereço: Av.: Paulista,900 – Prédio da Gazeta

Horário: 20:30hs

MuBE – C&A apresenta a exposição “Flávio de Carvalho desveste a Moda da Cabeça aos Pés”

19 out

Flyer da exposição

Com iniciativa e realização da Livre Conteúdo e Cultura, a ideia da exposição nasceu a partir do lançamento do livro “30 anos de moda no Brasil – 80, 90, 2000” Os ingredientes são vários, temos o primeiro estudo de moda produzido no Brasil por Flávio de Carvalho, um grande artista plástico e pensador que será homenageado na bienal internacional deste ano. Alem disso, a riqueza da união da arte com a moda que se manifesta também na curadoria de Agnaldo Farias e Mariana Lanari.

Flávio de Carvalho,dedicou a estudar a relação entre a moda e os movimentos da história entre os anos 30 e 50. O resultado desse trabalho foi publicado semanalmente no suplemento feminino do Diário de São Paulo entre março e outubro de 1956. Seus textos constituem o primeiro estudo sobre moda produzido no Brasil. E é por sua relevância que, embora tenha falecido justamente nos anos que antecedem o período tratado pela exposição, a importância que sempre creditou à moda, e o corpo de conceitos que ele elaborou serviram de guia para essa mostra. Dessa forma, as imagens foram distribuídas de acordo com temas relacionados às partes do corpo. Tais como: cabeça, cabelo, pensamento, sonho, visão geográfica, joias, ombro, cintura, pernas, calça, pontas do corpo, bailado, sapatos e pés. Cada tema é representado por um conjunto de imagens, que enfatiza aspectos que se repetem nos últimos 30 anos e outros que são de momentos isolados. E para cada grupo foram utilizados excertos de textos de Flávio de Carvalho, que iluminam os aspectos representados e fornecem aos visitantes chaves de leitura para que possa olhar cada imagem e a si mesmo para além da superfície. Cerca de duzentas imagens são utilizadas no total, todas extraídas de uma extensa pesquisa nos acervos de diversos fotógrafos brasileiros.

São fotos das décadas de 80, 90 e 2000 que retratam de forma ampla as transformações sociais sofridas na moda: das ombreiras oitentistas que refletiam o poder recém adquirido das mulheres, passando pelo look masculinizado de terninhos em cores neutras e pouca maquiagem dos anos noventa até os anos 2000, onde a ausência de tendência e o consumo instantâneo refletem o espírito do tempo. Tudo retratado de forma atemporal pelas lentes de grandes fotógrafos de moda como Bob Wolfenson, Gui Paganini, Jacques Dequeker, Daniel Klajmic, Klaus Mitteldorf, Thelma Vilas Boas e Vânia Toledo, entre outros.

Com iniciativa e realização da Livre Conteúdo e Cultura, Ricardo Feldman conseguiu juntar uma grande equipe. Além da curadoria de Agnaldo Farias e Mariana Lanari, o projeto conta com o trabalho gráfico do premiado Kiko Farkas, e com imagens ampliadas pelo especialista Marcos Ribeiro.

“Flávio de Carvalho desveste a Moda Brasileira da Cabeça aos Pés”

 Período Expositivo: 15 de outubro a 14 de novembro

Horário de Abertura: de terça a domingo, das 10hrs às 19hrs

 Local: Mube – Museu Brasileiro de Escultura Endereço: Av. Europa, 218 – São Paulo – SP Telefone: (11) 2594-2601

Site: www.mube.art.br

Entrada franca.

VII Semana de moda e cultura – Livraria Cultura

15 out

A programação do evento é bem agitada,  quem for poderá conferir: desfiles dos alunos da FMU e Belas Artes, palestras com temas variados como: Moda autoral, Moda Sustentável, Herchcovith conversa sobre moda com Mauricio Ianes, Exposição Com trabalhos de conclusão dos alunos do curso de Design de Moda da UNIFMU, Estudos sobre a moda, entre outras atividades dentro da programação.
O evento acontece de 18 a 22 de Outubro de 2010

Local: Conjunto Nacional – Av: Paulista,2073

Site: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/banners/pag_especiais/2010/semana_moda/index.asp?sid=016221385121015737043298181&

Evolução das revistas de Moda

14 out

Magazine, deriva da francesa magane, da mesma origem árabe de armazém, designava as publicações de conteúdo diversificado, correspondendo ao que se chamava de revista em português.Com o progresso da indústria gráfica, as revistas aperfeiçoaram o  visual. Vieram as gravuras, as ilustrações, e finalmente a fotografia. Lazer e um certo luxo foram -se associando à idéia de revista no século XX.

A revista é, na sociedade capitalista, uma excelente fonte de observação e riquíssimo material de análise. Mais do que as informações nela contidas, o que de fato ela tem de acentuado, como documento da cultura, é o papel de comentarista dos modos de viver, na conversa que estabelece com sua leitora essa cumplicidade acaba por pontuar condições de apropriação, sobre os diversos modos de viver, que são também modos sociais.

A imagem fotográfica que, nessa mídia (revista), se faz, respectivamente, pela construção da imagem e do texto com pesos iguais, algumas vezes o texto é ilustrado pela fotografia e outras o  texto funcionando como simples suporte para a imagem fotográfica, que quase fala por si só.

A revista feminina é um marco expressivo da história contemporânea, que documenta tanto a evolução da imprensa, na modernidade, quanto da história social da mulher, da infância e da juventude.

A imprensa feminina mais do que a imprensa em geral, está completamente ligada ao contexto histórico . Jornais e revistas femininas funcionam como termômetro dos costumes de época. Cada novidade é imediatamente agrupada, desenvolvida e espalhada.Os acontecimentos de maior impacto para sociedade também vão sendo registrados.

O que na verdade define a relação que envolve a revista e sua leitora é essa condição de produto, que informa sobre usos e venda de produtos.

Observando a  evolução histórica da revista feminina que surgiu no final do século XVII. A moda incentiva o feminino na mídia, e é por ela incentivada. O primeiro boom da revista feminina, no foca das grandes tiragens, aconteceu com a difusão dos moldes de costura, nos Estados Unidos. Foi uma enorme  revolução.

home needle A revista de moldes ensinou um novo modo de ser, uma nova maneira de fazer., isso tem um peso no setor da cultura , pois tem um uma importância que pontua a história da humanidade: como fazer para vestir o corpo, para ser reconhecida socialmente como correta, ou seja, elegante.

Em todo o mundo ocidental, a segunda metade do século XIX foi um período de crescimento das elites urbanas e como conseqüência a  ampliação das atividades culturais de toda espécie, incluindo a produção e veiculação de imagens. Novas tecnologias para a impressão do texto surgiu, o outro fator importante  para a ampliação do mercado para produtos gráficos foi a evolução no campo da reprodução de imagens.

Ladies book magazine XIX

A rápida evolução dos meios impressos de comunicação é outro fator que distingue o século XIX. Além de livros e jornais, foram criados veículos impressos novos, pouco explorados anteriormente: o cartaz, a embalagem, o catálogo e a revista ilustrada.

Na moda pode-se incluir os catálogos dos magazines que possuem grande valor histórico. São considerados documentos da evolução dos usos de objetos industrializados. Com seu sistema de preços e formas de pagamento, comentam uma das formas de consumo da cultura de massa. São significativos, como documento cultural.

catálogo década de 30

A propagação de jornais e revistas ilustrados deu início a um rápido processo de avanço nas tecnologias disponíveis para a impressão de imagens. Era preciso gerar uma linguagem gráfica adequada às novas possibilidades de reprodução.

A revista, acidentalmente, documentou essa revolução da sociedade, porque  transmitiu  o ingresso da mulher no escritório, ocupando a função de secretária. A revista foi para a escola, para as fábricas e para os escritórios, de bonde e de metrô, debaixo do braço da nova mulher, que não sabia como se vestir, como se maquiar.

Propaganda do sabonete Lux

A imagem fotográfica, na revista feminina, de acordo com as seguintes tipologias: a fotografia jornalística, que serve como comentário do fato social; a fotografia publicitária, que informa sobre novos produtos e sua competitividade no mercado; e, finalmente, a fotografia do editorial de moda, que, conversa com o imaginário da leitora, expressa , impressiona , remete a um mundo de desejo, aponta para a possibilidade de um desejo se tornar real.

As revistas continuam vivas até hoje   por alguns motivos como: as relações com suas  leitoras, fato de ostentar grande credibilidade na cultura produtora de bens. Seu consumo,  como veículo publicitário mostram ter uma grande importância como instrumento de oferta de mercadorias do segmento de moda.

Jessica Alba- genlux magazine jun10