Evolução das revistas de Moda

14 out

Magazine, deriva da francesa magane, da mesma origem árabe de armazém, designava as publicações de conteúdo diversificado, correspondendo ao que se chamava de revista em português.Com o progresso da indústria gráfica, as revistas aperfeiçoaram o  visual. Vieram as gravuras, as ilustrações, e finalmente a fotografia. Lazer e um certo luxo foram -se associando à idéia de revista no século XX.

A revista é, na sociedade capitalista, uma excelente fonte de observação e riquíssimo material de análise. Mais do que as informações nela contidas, o que de fato ela tem de acentuado, como documento da cultura, é o papel de comentarista dos modos de viver, na conversa que estabelece com sua leitora essa cumplicidade acaba por pontuar condições de apropriação, sobre os diversos modos de viver, que são também modos sociais.

A imagem fotográfica que, nessa mídia (revista), se faz, respectivamente, pela construção da imagem e do texto com pesos iguais, algumas vezes o texto é ilustrado pela fotografia e outras o  texto funcionando como simples suporte para a imagem fotográfica, que quase fala por si só.

A revista feminina é um marco expressivo da história contemporânea, que documenta tanto a evolução da imprensa, na modernidade, quanto da história social da mulher, da infância e da juventude.

A imprensa feminina mais do que a imprensa em geral, está completamente ligada ao contexto histórico . Jornais e revistas femininas funcionam como termômetro dos costumes de época. Cada novidade é imediatamente agrupada, desenvolvida e espalhada.Os acontecimentos de maior impacto para sociedade também vão sendo registrados.

O que na verdade define a relação que envolve a revista e sua leitora é essa condição de produto, que informa sobre usos e venda de produtos.

Observando a  evolução histórica da revista feminina que surgiu no final do século XVII. A moda incentiva o feminino na mídia, e é por ela incentivada. O primeiro boom da revista feminina, no foca das grandes tiragens, aconteceu com a difusão dos moldes de costura, nos Estados Unidos. Foi uma enorme  revolução.

home needle A revista de moldes ensinou um novo modo de ser, uma nova maneira de fazer., isso tem um peso no setor da cultura , pois tem um uma importância que pontua a história da humanidade: como fazer para vestir o corpo, para ser reconhecida socialmente como correta, ou seja, elegante.

Em todo o mundo ocidental, a segunda metade do século XIX foi um período de crescimento das elites urbanas e como conseqüência a  ampliação das atividades culturais de toda espécie, incluindo a produção e veiculação de imagens. Novas tecnologias para a impressão do texto surgiu, o outro fator importante  para a ampliação do mercado para produtos gráficos foi a evolução no campo da reprodução de imagens.

Ladies book magazine XIX

A rápida evolução dos meios impressos de comunicação é outro fator que distingue o século XIX. Além de livros e jornais, foram criados veículos impressos novos, pouco explorados anteriormente: o cartaz, a embalagem, o catálogo e a revista ilustrada.

Na moda pode-se incluir os catálogos dos magazines que possuem grande valor histórico. São considerados documentos da evolução dos usos de objetos industrializados. Com seu sistema de preços e formas de pagamento, comentam uma das formas de consumo da cultura de massa. São significativos, como documento cultural.

catálogo década de 30

A propagação de jornais e revistas ilustrados deu início a um rápido processo de avanço nas tecnologias disponíveis para a impressão de imagens. Era preciso gerar uma linguagem gráfica adequada às novas possibilidades de reprodução.

A revista, acidentalmente, documentou essa revolução da sociedade, porque  transmitiu  o ingresso da mulher no escritório, ocupando a função de secretária. A revista foi para a escola, para as fábricas e para os escritórios, de bonde e de metrô, debaixo do braço da nova mulher, que não sabia como se vestir, como se maquiar.

Propaganda do sabonete Lux

A imagem fotográfica, na revista feminina, de acordo com as seguintes tipologias: a fotografia jornalística, que serve como comentário do fato social; a fotografia publicitária, que informa sobre novos produtos e sua competitividade no mercado; e, finalmente, a fotografia do editorial de moda, que, conversa com o imaginário da leitora, expressa , impressiona , remete a um mundo de desejo, aponta para a possibilidade de um desejo se tornar real.

As revistas continuam vivas até hoje   por alguns motivos como: as relações com suas  leitoras, fato de ostentar grande credibilidade na cultura produtora de bens. Seu consumo,  como veículo publicitário mostram ter uma grande importância como instrumento de oferta de mercadorias do segmento de moda.

Jessica Alba- genlux magazine jun10

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