A história do Jeans Wear

12 jan

Levi Strauss


Por volta de 1850, auge da corrida do ouro e conquista do oeste norte-americano, vários mercadores lucraram com os trabalhos nas minas e de explorações seja para vendas de ferramentas, mantimentos, roupas e lonas. Com o excesso de oferta, o mercado ficou saturado. Com estoque de lonas imenso e sem conseguir mercado para elas , Levi Strauss passou a procurar outro emprego para o produto. Ele notou que devido à grande exigência física no trabalho das minas, os mineradores tinham que substituir freqüentemente as roupas utilizadas pois elas não eram adequadas para o serviço pessado e com isso se desgastavam com facilidade .
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Em 1872, afinal, Levi Strauss registrou a patente de sua invenção. Mas ainda faltava o alfaiate Jacob Davis, um personagem fundamental para a história dos jeans, a quem Strauss se associou, e com quem criou o modelo básico de calça que conhecemos hoje, justo, com cinco bolsos e rebites de metal nos pontos de maior tensão ( five pockets).
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O jeans só passou a ser utilizado no dia-a-dia, já no século XX com o surgimento do cinema, encabeçado por James Dean e Marlon Brando, o jeans começou a associar-se ao conceito de juventude rebelde, conquistando este público. Cawboys do asfalto com suas Harley-Davidsons aterrorizavam a Califórnia.

Elvis Presley em 1957 já usava seu jeans, e desde então rock e jeans são inseparáveis. Mulheres consideradas modelos de beleza da época como Marilyn Monroe e Jayne Mansfield também usavam jeans apertado para mostrar como uma trabalhadora tradicional poderia ser sexy difundem o estilo entre os jovens, que agora, com a calça jeans de barra virada ou a calça cigarrete, para as meninas, tornam-se os rebeldes sem causa.
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Na década de 60, o movimento negro e as manifestações estudantis ganham força em todo o mundo. O jeans é uniforme e bandeira de contestação, um símbolo contra o sistema. No leste europeu é símbolo da resistência ao regime comunista. Ainda na década de 60, o jeans, símbolo de contestação, não é mais somente azul.

Ele ganha as ruas em novas cores. Há o aparecimento do movimento hippie e eles adoravam o jeans, pois não era caro e era funcional. Jaquetas e calças jeans viraram febre para uma juventude independente que se reunia e celebrava seu estilo de vida em festivais de rock como Woodstock.


Na década de 70 em Londres os Punks que eram jovens estudantes desempregados da periferia, manifestavam sua insatisfação com a sociedade através de seu visual agressivo. Os jeans eram rasgados e tinham aplicações de metal como tachas, correntes, rebites e traziam símbolos transgressores.

O jeans só começou a ser usado pelo restante da população após a proliferação social do seu conceito como roupa despojada e do cotidiano, sem perder seu charme e elegância. Consagravam-se os gigantes do Jeans, como Levi’s, Lee e Mustang.

Campanha da marca Mustang atual


Calvin Klein foi o primeiro estilista a colocar o jeans na passarela. Foi já na década de 70 e isso provocou os mais conservadores. Esta atitude, no entanto, foi logo seguida por outros nomes da alta costura como Jacques Fath, Pierre Cardin, Givenchy, Pierre Balmain e Van Cleef Arpels, os quais acabaram por ligar suas etiquetas à trajetória do jeans como moda, tornando-o um fenômeno bastante singular e conquistando seu espaço na sociedade.
Campanha da Calvin Klein com a atriz Brooke Shields
A Tendência é jeans: Na década de 80 o jeans vira grife. As grandes etiquetas pelo lado de fora das roupas traziam a assinatura: Fiorucci, Staroup, Dijon, Ustop e Soft Machine, entre outras. O jeans conquista os guarda-roupas.
Anuncio Djon década de 80

Seriado Barrados no Baile ou 90210


O tecido de algodão ganhou um novo ingrediente: o fio de elastano e, justinhos, eles acompanharam os collants coloridos. As lavagens são as mais diversas: delaveés, manchados, riscados, aplicando-se também, todo tipo de bordados e acessórios metalizados. A comodidade e praticidade que o jeans proporciona, aliadas a sua fácil manutenção foram definitivos para sua fixação como vestuário básico. Numa época em que estamos cada vez mais sem tempo livre esses fatores são fundamentais. Percebe-se também a introdução e continuidade do jeans nos ambientes de trabalho mais formais, em escritórios, grandes empresas e instituições financeiras, principalmente após a instituição da sexta-feira como o “Casual Day” e muitas vezes a abolição total da obrigatoriedade do uso de terno e gravata.

Campanha do Magazine H&M de 2009


Calça Diesel

E esse vídeo mostra acabementos de Jeans

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