Archive | janeiro, 2012

Processos de Lavagem

22 jan

• Advanced Color: Processo rápido e econômico em baixa temperatura à 60ºC que, caracteriza-se pela utilização de um produto catiônico (Interactive) específico para o pré-tratamento da fibra celusósica antes do tingimento.
A fase tintorial é feita com os corantes reativos de alta geração selecionados para este processo à 60ºC.

• Bigodes Tridimensionais: Efeito que simula as marcas do tempo nas regiões das roupas que sofrem maior desgaste (parte da frente da calça na altura do cavalo). A mesma técnica tem sido aplicada também em peças 100% algodão, como as camisetas. Podem ser feitos vários tipos de bigodes tridimensionais, como:
– Bigode com grampo
– Bigode na prensa
– Bigode Natural

• Biofomo: Processo Biomofo específico para sobretingir por esgotamento as peças confeccionadas, criando um visual “mofado” nos pontos em baixo relevo sobre o jeans tais como: cós, passante, costuras laterais, parte externa da braguilha, bolsos e barras.

• Black Desbotado: Este é o principal tipo de lavagem. O jeans black fica totalmente desbotado e com aspecto Vintage (envelhecido).

• Clareamento | Bleaching: Técnica que usa permanganato de sódio ou outro descolorante químico, como o cloro para clarear a peça.

•Corrosão: Processo utilizando permanganato, aplicado na peça com giz. É passado nas costuras, bolsos e detalhes, dando um efeito mais claro na peça.

• Craquelado: Efeito obtido com o uso de pinos e prensa térmica em algumas partes da peça beneficiada, como na parte de trás da barra da calça, próximo dos bolsos e na altura das coxas.

• Deep Blue | Black on Blue: Baseado na técnica doublé-dyed denim. No processo, o fio de urdume é tinto em azul e depois sobretinto em preto ou azul, de modo que com uso e as sucessivas lavagens o azul que está embaixo começa a ser revelado. O mesmo efeito pode ser obtido na lavanderia com a peça já pronta confeccionada em denin azul e depois sobretinta em preto ou outra cor.

• Délavé ou Bleached: Processo curto de tingimento, muito usado na preparação de chambray e denim leve que resulta um tecido com tonalidade bem clara de azul.

• Destroyed: Destruído. Lavagem parecida com a estonagem combinada com alvejamento. Nesse processo é empregada uma quantidade maior de enzimas que chegam a corroer a fibra, deixando a peça com aspecto de surrada. Áreas nas quais o atrito é maior ficam puídas.

• Dirty Blue: 1 – Pode ser feito durante o processo de fabricação do tecido, quando o fio do urdume recebe dois tipos de corantes (o fio é tinto de uma cor e depois sobretinto de outra). 2 – O efeito dirty pode ser conseguido durante o processo de beneficiamento da peça já pronta na lavanderia. Nesse caso, a roupa recebe um tingimento rápido com a cor escolhida e, em seguida, é submetida a uma lavagem para eliminar o excesso do corante aplicado. Com isso, o fio da trama acaba absorvendo parte do corante, criando o efeito sujo.

• Dusty Wash: lavagem realizada em tecido estonado que recebe corantes acinzentados. Indicado para peças prontas.

• Ecolzol: Tingimento e amaciamento simultâneos. Ecolzol são corantes únicos, dispensando os auxiliares do processo de tingimento, indicados em processo rápido para sobretingimento por esgotamento do Jeans e do PT (pronto pra tingir) em peças confeccionadas.

• Estonagem ou Stonewash: Técnicas usadas para acelerar o desbotamento ou clareamento do jeans. Apesar do termo stone (do inglês, pedra), o processo pode ser realizado usando diferentes materiais. Apenas com pedra ou só com enzimas ou com a mistura dos dois. A intensidade do desgaste depende do tamanho da máquina lavadora, do número de pedras usado para o atrito, da quantidade de enzimas, entre outras variáveis. Lavagens como essa demoram, em média, uma hora. O aspecto desgastado ou de usado fica mais intenso nas regiões de costura, bolsos, vistas, cós. Pode ser aplicada também em peças tingidas ou estampadas.

• Fix-Pin: Técnica que consiste em prender pinos de plástico em partes previamente escolhidas pelo estilista ou laundry design, para depois submetê-las a uma lavagem com atrito. No final, os pinos são soltos revelando rugas acentuadas e nuancias no tecido. Nas camisetas, com o tempo e as lavagens caseiras o efeito vai desaparecendo.

• Fire Wash: lavagem realizada em jeans escuro (índigo ou black) com corantes vermelhos que produzem tons próximos aos do fogo ou aos de terras barrentas. Efeito é melhor obtido em peças confeccionadas.

• Gold Wash: lavagem realizada em jeans que tenha uma base estonada média com sobretinta em tom cáqui, dando efeito de envelhecimento. Indicado para peças confeccionadas.

• Jato com Areia: Técnica de corrosão localizada usando jatos de areia aplicados com revólveres especiais. Já foi mais empregada. Tem sido substituída por processos menos agressivos à saúde do operador. O uso desse processo exige instalação de poderosos sistemas de exaustão e ventilação. Atualmente não é mais usado a areia, e sim o dióxido de alumínio, para proteger a saúde dos operadores, evitando o câncer.

• Jato de Permanganato ou Permanganato de Potássio: Técnica de corrosão aplicada com pistola industrial para clareamento localizado das peças. Em alguns casos, as áreas a serem desbotadas são antes lixadas para melhor definir as zonas de desbote.

• Laser: Técnica usada para marcar as peças usando raios de laser, que queima o corante do tecido. A aplicação é feita por equipamentos computadorizados, também conhecidos como robôs de aplicação.

• Light Used: lavagem realizada em alvejantes químicos de alta densidade, provocando efeitos de desgaste e envelhecimento em jeans claros.

• Lixado: Método de abrasão manual ou mecânica. Desgasta a peça de jeans ao mesmo tempo em que amacia. O processo também pode ser feito por máquinas, garantindo a reprodutibilidade dos efeitos.

• Marmorizado: Processo de envelhecimento para índigo, sarja, malha 100% algodão e malharia retilínea. – Consiste na oxidação da peça usando pedras cinasitas, tampinhas de metal de garrafas, rolhas ou outros materiais associados a descolorantes químicos, como cloro ou permanganato. O efeito pode ser marcadamente branco ou envelhecimento uniforme com desbote um pouco mais acentuado na área próxima às costuras.

• Médium Distressed: lavagem realizada em jeans escuro com amaciamento prévio, sendo que o tecido é lixado depois manualmente.

• Mud Wash: lavagem realizada em jeans azul ou preto escuro com sobretinta verde, muitas vezes produzindo efeito de camuflado.

• Overdyeing: Processo de sobretingimento. Vale tanto para o fio como para a peça pronta.

• Paint color: É um tipo de pigmento. A peça é colocada em uma esteira onde são respingadas tintas coloridas. As cores mais utilizadas são branco e preto.

• Peletizado: Processo mecânico de lixamento, que torna o tecido macio ao toque. Referência à pele de pêssego.

• Pigmentos: Normalmente é um dos últimos processos que a peça passa, com uma pistola são aplicados pigmentos à peça que simulam cores de sujeira, como barro, poeira, encardido, entre outros, dando a peça uma cara de envelhecida.

• Pipoca: É uma máquina que possui diversas agulhas onde a peça é prensada e essas agulhas puxam o fio do jeans.

• Pré-Washed: lavagem realizada com a finalidade de amaciar o tecido, por meio de enzimas amaciantes ou silicone. Sem acabar com a solidez do índigo, esta lavagem torna o produto agradável no toque e uso. Não muda o tom do tecido.

• Puído: Desgastar a peça em lugares como barras, parte de cima dos bolsos, pernas, dando o efeito de desfiado, rasgado, utilizando pedras e rebolos em maquina de alta rotação (retifica).

• Raw (bruto): Aspecto de bruto, puro ou “no-washed” (não lavado). Este look aparece ainda mais evidenciado com efeitos amassados, dando um aspecto amarrotado à peça.

• Remendo: Com uma cola específica é passada no remendo, que pode ser um jeans ou uma malha, o remendo é colocado no lugar escolhido da peça (que pode ser na barra, no meio da perna, em baixo do puído) e é prensado em uma maquina.

• Resina: É utilizada para mantém o jeans escuro. E também para “segurar” o efeito craquelado e bigodes tridimensionais.

• Scrunch: A peça é colocada uma a uma em uma rede, por uma máquina a vácuo. Após esse processo as peças vão para as máquinas onde podem ser estonadas ou tingidas. Por estarem em redes a estonagem ou tingimento pegará apenas em algumas partes da peça, dando um aspecto de manchas e marcações.

• Second Hand: lavagem realizada com pedras que proporcionam aspecto de roupa usada na peça.

• Snow Wash: lavagem realizada com respingos aleatórios de material químico corrosivo, que embranquece a peça pronta em determinados lugares como se fossem flocos de neve.

• Soft Rigid: lavagem realizada em tecido virgem, visando um leve amaciamento.

• Sulphur Ecoldye: É um método rápido de tingimento sulfuroso cationizado sobre peças confeccionadas em PT e Jeans; podendo se criar diversos efeitos diferenciados após tingimento tais como: corrosão, puídos, marmorização, bigodes resinados, pigmentados etc.

• Super Stone: Técnicas usadas para fazer a marcação do tecido, não agredindo a fibra. O processo é realizado com a mistura de pedra e enzima.A intensidade do desgaste depende do tamanho da máquina lavadora, do número de pedras usado para o atrito, da quantidade de enzimas, entre outras variáveis. O aspecto desgastado ou de usado fica mais intenso nas regiões de costura, bolsos, vistas, cós. Pode ser aplicada também em peças tingidas ou estampadas

• Super Claras e Ice: Lavagens agressivas com sujinhos nos tons cru e areia (aspecto empoeirado) e também lavagens que dão efeitos descoloridos e alvejados, que vieram para atender a necessidade de tons mais fáceis de manter, substituindo os tons brancos do verão, que exigem muitos cuidados. Dentre os processos, encontramos: alvejamentos mais fortes e redutores.

• Super Stonewash: Processo de lavagem que pode levar mais de seis horas, dependendo do efeito que quer dar à peça. O efeito de envelhecimento é mais acentuado nas costuras e nos bolsos.

• Tie-Dye: Técnica de branqueamento ou tingimento aplicada ao tecido ou à peça já pronta. A peça ou o tecido são torcidos e mergulhados em corante, de forma que ao ser aberto terá aparência de manchado. Visual muito usado entre os anos 60 e 70.

• Ultra hiper: Técnica usada para fazer o clareamento da peça usando um redutor mais soda. Deixa a peça num tom claro e acizentado.

• Used: Como o termo em inglês indica, tipo de beneficiamento que deixa o tecido ou a peça pronta com aspecto de muito usado. Para obter esse efeito, é usado jato de permanganato, de areia, alumínio, entre outras substâncias.

• Vintage: Tratamento à base de enzimas, com ou sem branqueamento. O efeito é de uma roupa antiga.

Construção de um calçado

21 jan

O vídeo é da marca Zeferino que fez 5 anos de empresa em 2011 e ele mostra o processa da construção de um calçado

Livros de moda

2 jan

A COR NA ILUSTRAÇAO DE MODA

Mostra como utilizar vários materiais de desenho e pintura como, caneta marcador, guachê, lápis pastel e etc passo à passo.

ISMOS – PARA ENTENDER A MODA

O livro traça influências e conexões de diversos criadores da moda moderna, como Paul Poiret, Coco Chanel e Christian Dior, com destaques do design contemporâneo como John Galliano e Marc Jacobs.

COMO MONTAR E GERENCIAR UMA MARCA DE MODA

Neste guia, o autor mostra passo a passo como dirigir uma empresa de moda, seja ela voltada ao setor de vestuário, acessórios ou calçados.

MODA – UM CURSO PRATICO E ESSENCIAL

Livro básico para qualquer estudante de moda, explica as características de cada peça de vestuário, tipos de calçados, bolsas, cintos, chapéus e etc.

Cursos com início em Fevereiro na área de calçados e acessórios

1 jan

Fazer um curso no início do ano é uma ótima maneira de melhor seu curriculum e suas perspectivas na área profissional.

A Escola SENAI MARIA ANGELINA VICENTE DE AZEVEDO, oferece muitos cursos, na área de artefatos em couro.

Alguns cursos:

– Estilista de calçados

Programa do curso:
Estilismo: Profissional estilista; Processo.
Moda e Coleção: Definições; Ciclos da moda; Tendências de moda e cultura.
Metodologia de Pesquisa: Técnicas de pesquisa; Pesquisa de tendências; Pesquisa de tema de coleção.
Planejamento de Coleção: Cronograma da coleção; Construção de briefing; Paleta de cores; Materiais.
Criação e Desenvolvimento de Coleção: Criatividade e inspiração; Estética e linguagem; Laboratório de criação; Desenhos e ilustrações; Geração e avaliação de alternativas; Combinação de cores; Aplicação de materiais têxteis.

Duração: 160 horas

Pré-Requisito

O aluno deverá, no início do curso, ter no mínimo 16 anos de idade.

O aluno deverá ter completado a 6ª série do Nível Fundamental.

Dias da semana de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira
Data de início das aulas 06/02/2012
Data de termino das aulas 03/04/2012
Hora de início das aulas 08:00
Hora de término das aulas 12:00
Valor do curso R$ 702,00

Dias da semana de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira
Data de início das aulas 27/02/2012
Data de termino das aulas 23/05/2012
Hora de início das aulas 19:00
Hora de término das aulas 22:00
Valor do curso R$ 702,00

– Criação de Acessórios de moda

Programa do curso:
Estudos e processos criativos
Desenvolvimento de pesquisa
Criação de produto
Análise de Criação
Comunicação e design

Duração: 60 horas

Pré-Requisito

O aluno deverá, no início do curso, ter no mínimo 16 anos de idade.

O aluno deverá ter completado a 6ª série do Nível Fundamental.

Ter conhecimento de desenho manual e digital, adquiridos em experiência profissional, em outros cursos, no trabalho ou em outros meios informais.; ter concluído os cursos de Estilismo de Calçados ou CorelDraw/Photoshop Aplicado ao Desenvolvimento de Calçados ou Modelista de Cabedais de Calçados ou Confeccionador de Bolsas de Couro e Sintético ou Modelagem Avançada de Bolsas ou Desenhista de Moda;

Dias da semana de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira
Data de início das aulas 30/01/2012
Data de termino das aulas 17/02/2012
Hora de início das aulas 08:00
Hora de término das aulas 12:00
Valor do curso R$ 360,00

Dias da semana de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira
Data de início das aulas 30/01/2012
Data de termino das aulas 17/02/2012
Hora de início das aulas 13:00
Hora de término das aulas 17:00
Valor do curso R$ 360,00

Site Senai

mercado calçadista

1 jan

-O Brasil é um dos mais destacados fabricantes de manufaturados de couro, detendo o terceiro lugar no ranking dos maiores produtores mundiais, tendo ainda importante participação na fatia de calçados femininos que aliam qualidade a preços competitivos. Os embarques para o exterior vêm crescendo anualmente para mais de uma centena de países, confirmando a capacitação para atuar no comércio internacional.

-O Brasil é hoje o terceiro maior produtor mundial de calçados, atrás da China e Índia e seguido pela Indonésia e Vietnã, e tem no seu mercado interno um consumo de mais de 75% de sua produção.

-A concentração das empresas de grande porte estão ainda localizadas no estado do Rio Grande do Sul, porém a produção brasileira de calçados está gradativamente sendo distribuída para outros pólos, localizados nas regiões do Sudeste e Nordeste do país, sendo destacado o interior do estado de São Paulo (cidades de Jaú, Franca e Birigui), bem como estados emergentes como Paraíba, Ceará e Bahia. Há também crescimento na produção de calçados no estado de Santa Catarina (região de São João Batista) e em Minas Gerais (região de Nova Serrana e Belo Horizonte).

-A indústria calçadista brasileira desempenha importante papel na economia brasileira no que se refere à empregabilidade. De sete milhões de pessoas ocupadas assalariadas na indústria de transformação no Brasil em 2007, a indústria calçadista é responsável por mais de 300 mil empregos, o que significa 4,3% do total da indústria de transformação. O Rio Grande do Sul responsável por 37% do total de pessoas ocupadas assalariadas na fabricação de calçados, seguido de Ceará e São Paulo com 17% cada, Bahia 9% e Minas Gerais 8%. (Fonte: RAIS 2007)

-Em 2008, a indústria calçadista brasileira comemorou o resultado dos consecutivos investimentos na ampliação das fronteiras.
Mesmo tendo registrado uma queda de 6,4% no total de pares de calçados exportados no ano passado, que passou dos 177 milhões de pares em 2007 para 165,7 milhões em 2008, as empresas nacionais não deixaram de apostar em eventos e ações promocionais para manterem-se firme no concorrido mercado global.
O Brasil é o segundo consumidor de sapatos do mundo ocidental. Nós produzimos 800 milhões de pares e exportamos 177 milhões em 2007 e o mercado francês que representa apenas 2,2% das exportações.

– Até 2013, os sapatos de grife irão superar a lucratividade das bolsas de luxo, segundo matéria do site Bloomberg. Enquanto as vendas de sapatos têm previsão de alta de 20% até 2013, o crescimento esperado para bolsas é de 16%. Como as consumidoras usam bolsas durante várias estações, sapatos de grife começam a ser uma despesa mais justificável, explicou o gerente de pesquisa de mercado de luxo do instituto Euromonitor, Fflur Roberts. Assim, no lugar de gastar 1.000 dólares ou mais em uma bolsa, as clientes podem comprar um par de sapatos pela metade desse valor.
Outro item que promete esquentar o mercado de luxo são as bolsas masculinas, que têm uma expectativa de crescimento de vendas de 23% até 2013.

Os números de 2011 nesse blog

1 jan

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 46.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 17 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo